Faremos aqui neste post uma breve explanação sobre as ferramentas utilizadas no PMBOK para gerência de qualidade. No tópico sobre gráficos de controle, nós preferimos demonstrar 2 (dois) gráficos utilizados em metodologias ágeis como SCRUM.
Diagramas de Causa e Efeito
O diagrama de causa e efeito é uma ferramenta gráfica utilizada para o Gerenciamento e o Controle de Qualidade (CQ) em processos diversos de manipulação das fórmulas. Este sistema permite estruturar hierarquicamente as causas potenciais de determinado problema ou oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos sobre a qualidade dos produtos. Permite também estruturar qualquer sistema que necessite de resposta de forma gráfica e sintética.
O diagrama pode evoluir de uma estrutura hierárquica para um diagrama de relações, uma das sete ferramentas do Planejamento de Qualidade ou Sete Ferramentas da Qualidade por ele desenvolvidas, que apresenta uma estrutura mais complexa, não hierárquica.
Os diagramas “Por quê-Por que” e “Como-Como” podem ser usados na análise de causa e efeito. Os diagramas de causa e efeito também são usados na análise de risco.
Fluxogramas
Fluxograma é um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo, muitas vezes feita através de gráficos que ilustram de forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem. Podemos entendê-lo na prática, como a documentação dos passos necessários para execução de um processo qualquer. Ferramenta muito utilizada em fábricas e industrias para a organização de produtos e processos
No PMBOK a criação de fluxogramas é usada durante o processo Realizar o controle da qualidade para estabelecer as etapas do processo que não estão em conformidade e identificar oportunidades potenciais de melhoria do processo. A criação de fluxogramas também é utilizada na análise de riscos.
Histograma
Um histograma é um gráfico composto por retângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva freqüência. Cada coluna representa um atributo ou uma característica de um problema ou situação. A altura de cada coluna representa a freqüência relativa da característica. Essa ferramenta ajuda a identificar a causa de problemas em um processo pela forma e amplitude da distribuição.
Gráfico de execução
Os gráficos de execução mostram tendências em um processo, variações, degradações ou melhorias ao longo do tempo. Ele pode ser usado para monitorar:
• DESEMPENHO TÉCNICO. Quantos erros ou defeitos identificamos e quantos permanecem sem correção?
• DESEMPENHO DE CUSTOS E PRAZO. Quantas atividades por período foram concluídas com variações significativas?
Amostragem Estatítisca
Amostra é o conjunto de elementos extraídos de um conjunto maior, chamado População. É um conjunto constituído de indivíduos (famílias ou outras organizações), acontecimentos ou outros objetos de estudo que o investigador pretende descrever ou para os quais pretende generalizar as suas conclusões ou resultados.
Para um amostragem estatística é retirada como base uma pequena amostra para um todo, um breve exemplo é quando se realiza um exame de sangue para saber todas as propriedades do sangue é necessário somente uma pequena amostra deste sangue.
Em um projeto muitas vezes se faz necessário uma vasta variedade de técnicas de amostragem para que se garanta que a amostra selecionada realmente represente a população de interesse.
Principais razões para se trabalhar com uma amostra:
- A população é infinita, ou considerada como tal, não podendo portanto ser analisada na íntegra;
- Custo excessivo do processo de recolha e tratamento dos dados, como resultado da grande dimensão da população ou da complexidade do processo de caracterização de todos os elementos da população;
- Tempo excessivo do processo de recolha e tratamento dos dados, conduzindo à obtenção de informação desatualizada;
- As populações são dinâmicas, de onde resulta que os elementos ou objectos da população estão em constante renovação, de onde resulta a impossibilidade de analisar todos os elementos desta população;
- Recolha de informação através de processos destrutivos (que, se aplicada exaustivamente, conduziria à completa destruição da população);
- Inacessibilidade a alguns elementos da população, por diversas causas.
Inspeção
Como o próprio nome diz a ferramenta inspeção trata-se de avaliar um produto de trabalho examinando todos os processos cuidadosamente, verificando se o trabalho que foi realizado esta realmente conforme foi solicitado e documentado. Essa inspeções são comumente chamadas de revisões ou auditorias, pois encontram defeitos durante todo o trabalho e validam reparos dos defeitos.
A importância desta ferramenta esta diretamente ligada ao sucesso do projeto, pois é possível realizar inspeções em qualquer nível incluindo medições dos trabalhos.
Revisão de solicitações de mudanças aprovadas
Esta ferramenta é essencial para o prosseguimento do projeto, devido há mudanças que comumente ocorrem durante o andamento do trabalho, é necessário realizar revisões periódicas nas mudanças já aprovadas para obter a confirmação que as mudanças aprovadas realmente foram implementadas conforme aprovação.
Diagrama de Pareto
O Diagrama de Pareto torna visivelmente clara a relação ação/benefício, ou seja, prioriza a ação que trará o melhor resultado. Ele consiste num gráfico de barras que ordena as freqüências das ocorrências da maior para a menor e permite a localização de problemas vitais e a eliminação de perdas.
Como fazer o diagrama de Pareto?
Alguns passos importantes:
1. Determine o tipo de perda que você quer investigar;
2. Especifique o aspecto de interesse do tipo de perda que você quer investigar;
3. Organize uma folha de verificação com as categorias do aspecto que você decidiu investigar;
4. Preencha a folha de verificação;
5. Faça as contagens, organize as categorias por ordem decrescente de freqüência, agrupe elas que ocorrem com baixa freqüência sob denominação “outros” e calcule o total;
6.Calcule as freqüências relativas, as freqüências acumuladas e as freqüências relativas acumuladas.
Diagrama de Dispersão
Um diagrama de dispersão serve para saber se existe alguma correlação (forte, fraca, moderada, positiva, negativa, etc.) entre duas variáveis. Ele é usado em processos para se acompanhar a evolução de uma variável em relação a um ou mais limites existentes.
Gráficos de Controle
Neste tópico mostraremos o gráfico Burndown e o Burnup.
BURNDOWN: Um gráfico burndown mostra o quanto resta de iteração do Sprint. É usado como principal ferramenta de acompanhamento da iteração. O eixo de X representa os dias do Sprint. Já o eixo Y representa as tarefas. Geralmente representada em horas ou dias ou pontos de histórias. O burndown de release mostra quantos pontos de história restam no product backlog depois de cada Sprint. Com burndown podemos saber se estamos atrás ou à frente do cronograma, para que possamos tomar providências o quanto antes e adaptar.
BURN UP: Um gráfico burnup pode mostrar mais informações do que um gráfico burndown, porque tem uma linha que mostra quanto o trabalho está no projeto como um todo (o escopo de trabalho). O gráfico burnup apresenta trabalho entregue até atual momento para prever se a data de lançamento será cumprida. Resumindo, temos informações de quanto a equipe esta trabalhando para final do Sprint.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Questões de Gerência de Qualidade
1 – O que é qualidade?
É o grau com que um conjunto de características inerentes atende aos requisitos.
2 – Quais são os padrões de qualidade mais relevantes para gestão de projetos?
• ISO
• Deming
• Juran
• Crosby
• Gerenciamento da qualidade total (GQT)
• Seis Sigma
• Análise de modos e efeitos de falha
• Voz do cliente
• Custo da qualidade (CDQ)
3 – Como medir a qualidade?
Utilizando métricas de qualidade que verificam se o desempenho está dentro do prazo, fazendo um controle de orçamento, verificando a frequência de defeitos e a taxa de falhas, além de analisar a disponibilidade, confiabilidade e cobertura dos testes.
4 – Como garantir a qualidade?
Através de auditoria dos requisitos de qualidade e dos resultados das medições de controle da qualidade para garantir que sejam usados os padrões de qualidade e definições operacionais apropriados.
5 – Como controlar a qualidade?
Através de monitoramento e registro dos resultados da execução das atividades de qualidade para avaliar o desempenho e recomendar as mudanças necessárias.
6 – Qual o foco da gerência da qualidade?
Descrever os processos envolvidos no planejamento, monitoramento, controle e na garantia de que o projeto satisfará os requisitos de qualidade especificados.
7- Qual o relacionamento da gerência da qualidade com as outras gerências do PMBOK?
A gerência da qualidade afetará diretamente as gerências responsáveis por seguir o planejamento do projeto. Pois para manter a qualidade é necessário que se tenha um controle mais rígido dos processos que envolvem o projeto. Para que se tenha qualidade é preciso fazer análises e testes, isso com certeza aumentam o tempo do cronograma e consequentemente os custos do projeto.
É o grau com que um conjunto de características inerentes atende aos requisitos.
2 – Quais são os padrões de qualidade mais relevantes para gestão de projetos?
• ISO
• Deming
• Juran
• Crosby
• Gerenciamento da qualidade total (GQT)
• Seis Sigma
• Análise de modos e efeitos de falha
• Voz do cliente
• Custo da qualidade (CDQ)
3 – Como medir a qualidade?
Utilizando métricas de qualidade que verificam se o desempenho está dentro do prazo, fazendo um controle de orçamento, verificando a frequência de defeitos e a taxa de falhas, além de analisar a disponibilidade, confiabilidade e cobertura dos testes.
4 – Como garantir a qualidade?
Através de auditoria dos requisitos de qualidade e dos resultados das medições de controle da qualidade para garantir que sejam usados os padrões de qualidade e definições operacionais apropriados.
5 – Como controlar a qualidade?
Através de monitoramento e registro dos resultados da execução das atividades de qualidade para avaliar o desempenho e recomendar as mudanças necessárias.
6 – Qual o foco da gerência da qualidade?
Descrever os processos envolvidos no planejamento, monitoramento, controle e na garantia de que o projeto satisfará os requisitos de qualidade especificados.
7- Qual o relacionamento da gerência da qualidade com as outras gerências do PMBOK?
A gerência da qualidade afetará diretamente as gerências responsáveis por seguir o planejamento do projeto. Pois para manter a qualidade é necessário que se tenha um controle mais rígido dos processos que envolvem o projeto. Para que se tenha qualidade é preciso fazer análises e testes, isso com certeza aumentam o tempo do cronograma e consequentemente os custos do projeto.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
PodCast Gerência de Projetos
Este PodCast mostra parte de como está sendo feito a gerencia de projeto de uma empresa de GPS que está expandindo internacionalmente. Neste PodCast tratamos dos processos do gerenciamento do tempo de projeto que a mesma utiliza seguindo o PMBOK.
Comentário sobre Palestra de Governança de TI
Governança de TI
Conceitos básicos de Governança de TI e a sua importancia para os negócios
Texto Baseado na palestra de Governança de TI – 14/10/2010
DEFINIÇÃO BÁSICA
Governança de TI (Tecnologia da Informação) é uma derivação de Governança Corporativa, termo que tem hoje grandes aplicações no mundo dos empresarial. O conceito de governança corporativa surgiu nos Estados Unidos e na Inglaterra no final dos anos 90 e está relacionado à forma como as empresas são dirigidas e controladas. É a designação dos direitos de decisão em domínio de resoluções relevantes. Isso significa que as empresas precisam saber quem toma as decisões e quais os processos pelas quais essas decisões são tomadas. Não vale para qualquer atitude adotada numa companhia, deliberações sem grande relevância. Vale para decisões importantes, de grande valor para as organizações.
Governança de TI são estruturas de relacionamentos e processos para dirigir e controlar a organização no alcance de seus objetivos. Agregar valor a esses objetivos. Ao mesmo tempo, equilibrar os riscos em relação ao retorno da tecnologia de informação e a seus processos. São estruturas e processos que buscam garantir que a Tecnologia da Informação suporte e leve os objetivos e estratégias da organização a assumirem o seu valor máximo. Permitem controlar a execução e a qualidade dos serviços. Viabilizam o acompanhamento de contratos internos e externos. Definem, enfim, as condições para o exercício eficaz da gestão com base em conceitos consolidados de qualidade.
NEGÓCIOS EM TRANSFORMAÇÃO
A Governança de TI ganha força no atual cenário de competitividade do mundo dos negócios. Um mundo onde é cada vez maior a necessidade de adoção pelas áreas de TI de mecanismos que permitam estabelecer objetivos, avaliar resultados, examinar, de forma detalhada e concreta se as metas foram alcançadas. A experiência mostra que os antigos manuais de procedimentos utilizados pelas organizações já não atendem mais aos requisitos das empresas. No passado, era uma simples questão de gestão e organização. Arrumava-se a organização, indicavam-se as funções e as questões eram resolvidas por gestão.
Hoje, não é mais possível resolver as coisas dessa maneira. O turbulento ambiente empresarial, que se apóia na tecnologia, vive em constante mutação e exige formas mais ágeis e flexíveis de gerenciamento. Os negócios estão em transformação. A Tecnologia da Informação, igualmente, está em processo de mudança. Por isso, ao invés de se prescrever as decisões em manuais como se fazia no passado é necessário designar poderes de decisão da melhor maneira possível. Internamente, a governança visa designar os direitos de decisão nas questões de real valor tendo por fim atingir os objetivos de negócio.
Dentro dessa ótica, governança de TI nada mais é do que uma estrutura bem definida de relações e processos que controla e dirige uma organização no atual cenário de forças econômicas em extrema competição. O foco é permitir que as perspectivas de negócios, de infra-estrutura de pessoas e de operações sejam levadas em consideração no momento de definição do que mais interessa à empresa, alinhando a tecnologia da informação à sua estratégia.
MOTIVAÇÕES INTERNAS: MAXIMIZAÇÃO DOS INVESTIMENOS
A adoção acelerada de processos de gestão de infra-estrutura nas empresas, dentro do conceito de Governança de TI, tem como principal motivação, internamente, a cobrança crescente sobre as responsáveis pelas operações de tecnologia da informação quanto à maximização do uso dos investimentos já realizados. O apelo faz sentido. Nos últimos anos, os investimentos em TI cresceram de maneira dramática. Em 2003, os gastos mundiais com infra-estrutura de TI atingiram US$ 1 trilhão. Nos Estados Unidos e Europa, segundo o instituto de pesquisas Gartner Group, as empresas investem, em média, cerca de 4% de sua receita em TI. No Brasil, a média de investimento foi de 4,9% do faturamento líquido das empresas, contra 1,23% registrado em 1988, informa um levantamento efetuado pela Fundação Getúlio Vargas. Por trás de tamanha dedicação na aplicação dos recursos financeiros em TI está a preocupação das empresas em melhorarem seus processos operacionais, reduzirem custos, aumentarem a eficiência de seus funcionários, aperfeiçoarem a relação com fornecedores, parceiros e clientes. É fato que com a contínua evolução da infra-estrutura empresaria de TI, incluindo a tarefa de gerenciar soluções heterogêneas de diferentes fornecedores, organizações de TI têm hoje mais dificuldade do que nunca de manter os custos operacionais sob controle. Elevada complexidade de gerenciamento é uma das principais razões pelas quais organizações de TI têm sido forçadas a aumentar dramaticamente seus orçamentos e equipes, dedicando até entre 70% a 80% de seus recursos disponíveis para manter sistemas e aplicações existentes. Como mostra o quadro abaixo, mesmo uma redução modesta nos custos operacionais pode liberar recursos significativos para novos serviços e capacidades.
No final de contas, trata-se de ocupar mais espaço no mercado, com mais lucratividade. Mas apesar desse esforço, um fato é inegável: poucas são as empresas que conseguem saber, efetivamente, qual o retorno que esses investimentos têm trazido. A maioria das empresas está ainda carente de mecanismos que possam gerenciar e controlar a utilização de TI de maneira a criar valor e trazer retornos consistentes à organização. A estratégia de implantação dos princípios de governança de TI buscar superar essa carência e criar formas de controlar e quantificar os resultados das otimizações. Estudo realizado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) com 250 empresas em 23 países revelou que as empresas com governança de TI melhor do que a média conseguem um retorno pelo menos 20% maior sobre seus bens do que as organizações com uma governança mais fraca. Ou seja, as empresas mais lucrativas são as que implementaram, de alguma forma, as modernas práticas de governança de TI.
MOTIVAÇÕES EXTERNAS: EXIGÊNCIAS LEGAIS – A LEI SARBANES-OXLEY
A Governança de TI surgiu num quadro de preocupações crescentes com a governança corporativa, decorrente de escândalos administrativos em empresas de grande expressão. Em 2 de dezembro de 2001, a gigante norte-americana do setor energético Enron, com faturamento superior a US$ 100 bilhões, entrou em falência. Deu início a uma série de escândalos corporativos (Tyco, Global Crossing, Qwest, Merck, Halliburton, Lucent, Vivendi, Xerox e Parmalat entre outras) que colocou na ordem do dia questões como ética nos negócios, transparência, governança corporativa, conflitos de interesse entre acionistas e gestores das corporações, conflitos de interesse entre acionistas minoritários e os controladores, conflitos de interesse entre as corporações e a sociedade. Por fim, colocou em xeque os sistemas de gestão até então vigentes.
A governança surgiu nesse cenário visando garantir o componente ético da organização, representado por seus diretores e outros funcionários, na criação e proteção dos benefícios para todos os acionistas. Como alcançar isso de forma clara. O mercado reagiu à onda de escândalos com várias iniciativas, próprias ou derivadas de leis que obrigam a uma maior transparência da gestão. O Acordo de Basiléia II, em 2001, voltado para aspectos financeiras e de transparência das empresas, e a Sarbanes-Oxley Act, de 2002, com leis voltadas para definição de critérios de governança, criaram regras que se espalharam pelas organizações e chegaram até as áreas de TI. Sarbanes-Oxley tem artigos diretamente voltados para a área de TI, que faz parte da governança corporativa.
Considerada por muitos como uma espécie de caixa preta, a área de TI tem suas ações pouco conhecidas dentro das organizações. Na maioria das empresas, não existe alinhamento das estratégias de TI com as estratégias de negócios. É um setor com enorme quantidade de recursos, linguagem própria, de difícil entendimento pela organização. Só um novo sistema de gestão pode trazer esse conhecimento mais amplo dos objetivos de TI. Apenas com novas práticas de governança será possível fazer a adequação de TI com a estratégia de negócios das organizações. No Brasil, esse é um movimento que começou com as filiais das empresas estrangeiras, mas tende a se ampliar para as empresas nacionais de maior porte.
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